quinta-feira, 25 de março de 2021

APRENDER A APRENDER!


 

Você já parou para pensar que informação demais pode gerar aprendizagem de menos?

 

A incrível sobrecarga de informação a que somos submetidos nos dias atuais podem gerar uma série de obstáculos na aprendizagem.



 

  • a falta de concentração
  • a ansiedade
  • a paralisia da análise

 

Mas não se assuste, o vídeo abaixo vai te dar uma série de sacadas para melhorar o seu desempenho mesmo quando você tem que lidar com uma avalanche de informações todos os dias!

 


 

1-  Como lidar com a sobrecarga de informações, afinal?

 

  • Não caia do mito do “bem-informado”
  • Os seus objetivos de aprendizagem são a sua bússola
  • Ajude seu cérebro com o método do agrupamento
  • Estudar também exige moderação


Como usar o tempo de estudo com inteligência?




  • Planejamento de estudos: a verdadeira razão porque ele é tão importante

 

2-  Como o excesso de informações tira a sua concentração?




  • A falta de foco é a primeira consequência gerada pela sobrecarga de informação. Já na década de 60, Herbert Simon dizia:

 

  • A riqueza de informação gera pobreza de atenção

 

  • Por outro lado, o nosso cérebro é faminto por novidades. O problema é que ele não está nem um pouco preparado para a quantidade e o volume de novidades que a gente recebe nos dias atuais.

 

  • O resultado é que a gente fica meio baratinado, quase em desespero, na “urgência” de atender cada notificação do celular ao mesmo tempo que percebe que não consegue focar a atenção em nada nem ser produtivo!

 

  • E se tem uma coisa que a neurociência tem certeza, é que para aprender, a atenção é fundamental…

 

3-  A ansiedade de aprender rápido pode paralisar você




  • Outra questão importante é que esse monte de informações novas pipocando e disputando a atenção do nosso cérebro, gera uma enorme ansiedade. 
  • E este é outro fator que comprovadamente derruba bastante o desempenho cognitivo.
  • Ou seja, mesmo que você se esforce para continuar estudando apesar da ansiedade, o seu desempenho no estudo não vai ser o ideal se você estiver angustiado demais só de pensar na pilha de coisas que você vai ter que ler ou estudar.

 

4-  Paralisia da análise e perfeccionismo




  • Uma das piores consequências da sobrecarga de informação é o que a gente chama de paralisia da análise. Esse termo em inglês fica bem mais bonitinho, é analysis paralysis.

 

  • A paralisia da análise acontece naquele momento em que você tem tantas decisões a tomar, tantas tarefas a cumprir que você acaba paralisado e não consegue sequer dar um passo a frente.

 

  • Quando se tem excesso de opções, você corre o risco de ficar parado pensando: qual será o melhor livro? Qual a melhor apostila? Qual será o melhor professor? Vou estudar online ou offline?  Vou estudar pelo celular? Vou estudar em que horário?

 

  • No final das contas, você fica ruminando sobre todas as alternativas disponíveis e não age; essa é a paralisia da análise.

 

  • Aliás, a paralisia da análise é muito comum em pessoas que se consideram perfeccionistas.

 

5-  Motivação em queda livre: você não vai querer isso



  • Com a sobrecarga de informações tirando a sua concentração, deixando você na maior ansiedade e ainda paralisando o seu progresso, as chances de você obter bons resultados vão ficando cada vez menores. E a consequência de se ter resultados ruins por muito tempo é a diminuição da motivação para estudar.

 

  • Com a motivação abalada, muitas pessoas acabam desistindo de objetivos importantes para elas, seja tirar boas notas, fazer a faculdade ou prestar um concurso público.

 

6-  Como lidar com a sobrecarga de informações, afinal?






  • Dê atenção ao que realmente importa (e elimine o resto)
  • O primeiro passo para lidar com a sobrecarga de informação é priorizar.

 

  • Priorizar significa escolher, definir aquilo que é mais importante e que vai causar maior impacto nos seus resultados.

 

  • É preciso também entender e aceitar sem drama que, eventualmente, aquelas coisas que ficam em uma prioridade baixa podem acabar não sendo feitas. E está tudo bem!

 

7-  Não caia no mito do “bem informado”




  • Um dos desafios de priorizar é que a gente tem que combater um mito muito forte na nossa sociedade. 

  • Este mito é que a gente tem a obrigação de estar “bem informado”. Existe uma grande pressão social para que a gente saiba sobre tudo que acontece a nossa volta, além de todas as novidades relacionadas a nossa área de trabalho, mesmo que esta relação seja distante.

 

  • Para escapar desta armadilha, precisamos entender que nem tudo acrescenta valor aos nossos objetivos.

Em que certas informações irão de fato mudar a sua vida?




  • Existem informações que são totalmente descartáveis.

 

8-  Os seus objetivos de aprendizagem são a sua bússola





  • Nossas escolhas e prioridades só vão fazer sentido se formos capazes de definir critérios claros para escolher.

 

  • E a forma mais efetiva para elencar os critérios que definem o que é ou não prioridade é começar estabelecendo as suas metas. É como na história do gato da Alice, você tem que saber onde quer chegar…

 

  • Aliás, metas tem que ser estabelecidas por escrito.

 

9-  Ajude seu cérebro com o método do agrupamento




  • Mesmo priorizando e selecionando muito bem aquilo que você vai dar atenção, ainda assim sobra muita informação pra você digerir.

 

  • Uma sacada muito legal para reduzir aquela sensação de sufocamento que o excesso de informação traz é você usar o método de agrupamento.

 

  • A verdade é que o nosso cérebro só consegue trabalhar com poucos itens de informação de cada vez e se você tiver mais de 7, 8, no máximo 9 coisas na sua a frente você começa a sentir aquela velha sensação de sobrecarga.

 

  • Para escapar disso existe um truque genial, que tem tudo a ver com aprendizagem e memorização: você vai pegar toda a informação que você precisa processar e vai dividi-la em categorias.

 

  • Por exemplo, você pode pegar todo aquele enorme conteúdo de Química e dividir em três categorias:

 

      definições

      fórmulas

      exemplos de aplicação

 

  • O método do agrupamento também é uma ótima maneira de facilitar a memorização das informações. Ele pode ser o primeiro  passo antes de aplicar métodos de memorização mais eficientes.

 

 

  • Se você não está conseguindo enxergar nenhuma categoria, nenhuma maneira interessante de organizar um certo assunto, pode ser que você não esteja entendendo muito bem os conceitos. Você só consegue agrupar quando você tiver algum nível de compreensão daquilo.

 

 

  • Ou seja, criar suas próprias categorias é uma excelente maneira de conferir se você está realmente entendendo e também de ajudar a aumentar o seu nível de compreensão do assunto.

 

  • E é claro, a categorização é uma ótima maneira de você reduzir a sensação de que tem coisas demais para estudar. Isto porque o invés de enxergar 15, 20, 30 itens diferentes de informação, você vai ver apenas algumas categorias, e com essa quantidade moderada de informações o nosso cérebro consegue lidar muito melhor.

 

10-   Estudar também exige moderação




  • Uma outra estratégia fundamental para evitar a sobrecarga de informação  é saber a hora de parar.  Tem gente que quer revisar o mesmo assunto 30 vezes, 50 vezes até saber cada vírgula no material.

 

  • Bem, se você só tem duas ou três páginas de texto para estudar isso pode até ser viável…

 

  • Mas se você tiver 15 apostilas de 500 páginas cada uma, um projeto de revisões deste tipo simplesmente não vai funcionar…

 

  • Claro que em cada assunto você precisa avançar o suficiente para dar o próximo passo. Normalmente, os assuntos novos dependem dos anteriores, então algum grau de compreensão é necessário antes de prosseguir. Mas você não precisa saber 100% do assunto atual para conseguir avançar. Se ficar preso nesta ideia, você corre o risco cair novamente em algum momento de paralisia.

 

  • Sem contar que muitas vezes as dúvidas que temos em um certo ponto são explicadas mais adiante, e nestas idas e vindas entre estudo e revisão as coisas vão naturalmente fazendo cada vez mais sentido.

 

11-             Automatize a decisão de parar




  • Tomar decisões o tempo todo sobre se você já estudou o suficiente um determinado assunto para dar o próximo passo pode gerar outra sobrecarga, a sobrecarga de decisão.

 

  • Para que esse passo não prejudique seus estudos, uma saída é estabelecer limites bem claros e objetivos.

12- Como usar o tempo de estudo com inteligência




  • E agora vamos falar sobre como usar o tempo que você tem para estudar de uma maneira mais inteligente. Para isso, você precisa encontrar maneiras para que o tempo que gasta estudando seja gasto de uma forma eficiente.

  • E o caminho para a eficiência nos estudos são as técnicas de aprendizagem. Mas não aquelas que você usou na escola!

  • A escola tradicional não ensina técnicas de estudo. Ela “descarrega” uma quantidade absurda de conteúdo em cima do aluno e “esquece” de mostrar como é que ele faz para digerir tudo aquilo.

  • Com raríssimas exceções, você só vai descobrir as melhores técnicas fora da escola. Bem, isso mais ou menos o que você está fazendo agora, lendo esse texto aqui do nosso blog.

 

13- Planejamento dos estudos: a verdadeira razão porque ele é tão importante





  • Além de conhecer técnicas que façam o seu estudo render para aprender mais coisas em menos tempo, uma outra coisa fundamental para usar bem o seu tempo é planejar como você vai estudar.

 

  • A maioria das pessoas quando senta para estudar começa a pensar: “Bem, o que é mesmo que eu vou fazer agora? Vou estudar história ou vou fazer exercícios de estatística? Vou revisar a matéria X ou eu vou estudar o assunto novo da matéria Y?“

 

  • Este tempo gasto em pensar o que fazer a seguir é um tempo precioso. Não só pelo tempo em si, mas também pelo gasto de energia mental necessário para tomar decisões a cada instante .

 

  • No entanto, quando você tem um plano de estudos, a próxima ação é decidida automaticamente, sem que você precise pensar. Ou seja, toda vez que você sentar para estudar, você já sabe exatamente o que você tem que fazer e vai direto ao ponto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

ANALFABETISMO DIGITAL NAS ESCOLAS

 




O conceito de alfabetização é amplamente conhecido entre professores e educadores: em poucas palavras, trata-se do processo de aprendizagem em que se desenvolvem as habilidades de ler e escrever. 

O desenvolvimento da Internet e de suas ferramentas, no entanto, trouxe novas possibilidades para o termo, como a alfabetização digital, que pode ser definida, de acordo com a Universidade de Cornell, como “a habilidade para encontrar, avaliar, compartilhar e criar conteúdo utilizando tecnologias da informação e a Internet”.

 

Neste post, apresentaremos a história, o conceito e os principais desafios da alfabetização digital nos dias de hoje. Também daremos dicas de como desenvolvê-la na sua escola. Confira:

 

O que é alfabetização digital?



Em 1997, o escritor especialista em tecnologia Paul Gilster lançou um livro chamado “Digital literacy” (“Alfabetização digital”, em português). Nele, introduziu o conceito da alfabetização digital, que seria a habilidade de entender e usar as informações provenientes de diversas fontes digitais.

 

Gilster define 4 principais competências que devem ser desenvolvidas em uma alfabetização digital, que são: 

  1. capacidade de buscar informações na internet, 
  2. conhecimento de navegação por meio dos hipertextos, 
  3. habilidade para reunir informações e 
  4. capacidade de avaliar conteúdo.

 




É importante destacar que ele não era o único intelectual ocupado com o tema, durante toda a década de 90, diversos pesquisadores se debruçaram sobre a questão. Seu livro, no entanto, é considerado um marco inicial no conceito de “alfabetização digital” como conhecemos hoje.

 



De lá para cá, diversos cientistas, pesquisadores e educadores deram suas contribuições para o debate ao dar novas definições ao conceito ou explorando melhor quais habilidades seriam necessárias para desenvolver a alfabetização digital.

 

Uma boa definição atual é a dada pela Associação Americana de Bibliotecas: “Alfabetização digital é a habilidade de usar tecnologias de informação e comunicação para encontrar, avaliar, criar e transmitir informação, o que requer competências cognitivas e técnicas”.

 

Quais são os desafios?




Promover a alfabetização digital, muitas vezes se apresenta como um grande desafio, uma vez que exige recursos financeiros e tecnológicos e abertura para promover, de fato, a inovação educacional. Além disso, determinados países e regiões enfrentam ainda problemas específicos. No Brasil, por exemplo, poderíamos citar a desigualdade social e econômica, as altas taxas de analfabetismo e o difícil acesso a computadores com internet de qualidade nas escolas públicas. Há, ainda, o desafio de implementar ações realmente efetivas de alfabetização digital nas escolas, que iremos debater a seguir.

 

Em primeiro lugar, é importante reconhecer que há uma grande distância entre possuir os equipamentos necessários para a alfabetização digital e de fato conseguir ensiná-la. 


Sem boas estratégias, algumas instituições de ensino apostam em modelos defasados e utilizam os recursos digitais de maneira impensada ou muito aquém das suas possibilidades pedagógicas. Ou seja, para a alfabetização digital é preciso ir muito além do recurso tecnológico. É preciso que o foco esteja no processo de aprendizagem, com possibilidade de construção conjunta do conhecimento e estímulo ao pensamento crítico.

 

Para a implantação efetiva da alfabetização digital é necessário tomar alguns cuidados. 

  1. O primeiro é a capacitação dos professores e gestores, que devem estudar a fundo as possibilidades da alfabetização digital. Ou seja, utilizar os recursos tecnológicos em prol do planejamento escolar, de forma que atendam os objetivos traçados, de construção de conceitos, atitudes e procedimentos. 
  2. Além disso, é necessário investir em equipamentos e softwares de alta qualidade. 
  3. Por último, é fundamental desenvolver uma abordagem de ensino e aprendizagem das plataformas digitais que contemple os alunos em sua totalidade de forma a considerar seus conhecimentos prévios, suas dúvidas, seus objetivos e suas necessidades.

 

Como desenvolver a alfabetização digital ?



Agora que você já sabe um pouco mais sobre o conceito da alfabetização digital e sobre os desafios que a acompanham, é hora de pensar em estratégias práticas para desenvolver a alfabetização digital e adaptá-la aos novos tempos.

 

É importante que você leve em consideração dois fatores

  1. o primeiro é que, apesar dos alunos serem nativos digitais, não significa necessariamente que eles sejam alfabetizados digitalmente; 
  2. segundo, que a estratégia de ensino e aprendizagem deve ser desenvolvida e adaptada de acordo com o contexto da sua escola.

 

  • Aqui vão algumas dicas de como desenvolver a alfabetização digital em sua escola:

 

  • Use a internet do jeito certo
  • Em 2013, uma pesquisa da TIC Educação constatou que, apesar da expansão do uso de internet e computador em atividades escolares, na maior parte das vezes a tecnologia ainda é ensinada de forma instrumental, não como uma ferramenta pedagógica.

 

  • A alfabetização digital, no entanto, não consiste apenas em aprender a utilizar ferramentas tecnológicas, mas em aplicá-las no ensino. Por isso, mais do que explicar como funciona o Google ou o Excel, você deverá explorar recursos didáticos e pedagógicos que possam contribuir para a aprendizagem dos seus alunos.

 

  • Para que isso seja possível, o caminho passa por explorar a internet. O professor deve pesquisar em sites confiáveis e pode apostar em jogos educativos, e-books, vídeos, infográficos interativos, laboratórios, bibliotecas virtuais, entre outros.

 

  • Invista em plataformas, softwares e aplicativos
  • Nos últimos anos, houve um grande aumento na disponibilidade de plataformas, softwares e aplicativos desenvolvidos para a alfabetização digital e existem empresas especializadas para tal fim.

 

  • Cada recurso possui suas próprias características e é desenvolvido para cumprir um objetivo. Por isso, é importante que você tome cuidado ao escolher recursos e serviços que sejam adequados às necessidades da sua instituição e ao nível de alfabetização digital dos seus alunos. 

 

  • Equilibre diferentes recursos didáticos
  • Apesar de toda a potencialidade da Internet e dos recursos tecnológicos, é importante que você mantenha sempre o equilíbrio entre os diversos materiais didáticos, sejam eles digitais ou impressos.

 

  • Diversos estudos comprovam a importância de diferentes abordagens para o ensino. 
  • Aulas no formato de palestra, leitura de livros didáticos, trabalhos em grupo, entre outros, são práticas escolares indispensáveis. Você deve explorar ao máximo a potencialidade dos diferentes suportes de texto, sejam eles digitais ou impressos e intercale seus usos de acordo com as necessidades da específicas da sua turma.

 

  • Incentive a colaboração entre alunos no ambiente digital
  • O ambiente digital tem o potencial de promover trabalhos em equipe, o que oferece uma série de vantagens. Os trabalhos em grupo ensinam os estudantes a importância de ouvir o outro, respeitar diferentes pontos de vista, esperar a vez para se posicionar, além de possibilitar uma troca intensa de conhecimentos. Além disso, podem oferecer dinamismo e ludicidade às aulas, por isso você pode buscar por plataformas que incentivem a cooperação entre os alunos.

 

  • Ensine habilidades que transcendem a internet
  • Como explicamos anteriormente, a alfabetização digital vai além de saber utilizar ferramentas tecnológicas. Ela é, na verdade, uma espécie de “proficiência” digital. Isso significa que alunos alfabetizados digitalmente devem ser capazes de entender, questionar e ir além das informações oferecidas pela internet.

 

  • Um estudante que saiba acessar o Google, mas não seja capaz de avaliar se os sites sugeridos são confiáveis ou não, por exemplo, não pode ser considerado de fato um alfabetizado digital. Por isso, você deverá ensinar habilidades que transcendem as informações oferecidas pelos diferentes meios digitais ou impressos e use o rigor científico com a capacidade de desconfiar para apurar melhor a informação.

 

  • Discuta a alfabetização digital
  • A melhor forma de garantir que seus alunos se alfabetizem digitalmente é fazer com que eles entendam o que esta expressão significa e qual é a importância dessa formação para sua vida escolar, pessoal e profissional. Por isso, converse com eles sobre o tema e procure sempre dar exemplos práticos de aplicação das ferramentas digitais.

 

  • Se a alfabetização ensina o estudante a ler e escrever, a alfabetização digital ensina o aluno a compreender e manejar as ferramentas disponíveis nos computadores e na Internet. Faz parte deste tipo de ensino a capacidade de encontrar, avaliar, criar e transmitir informação.

 

  • Para ensinar essas competências aos seus alunos, é fundamental que você saiba usar a internet a seu favor: procure por sites confiáveis, como os de universidades ou órgãos públicos, invista em programas e softwares de relevância e estimule seus alunos a discutirem e levantarem diferentes pontos de vista sobre os temas propostos.







sábado, 6 de fevereiro de 2021

A HISTÓRIA DOS BRINQUEDOS

 

"Boneca Bochechinha da Estrela - ano 1980 -
pertence a mim. Ainda está bem conservada e guardo
com muito carinho pois é uma memória ótima de minha infância" - Isabel Aguiar


No século XX as crianças tinham alguns brinquedos e eram preciosos. Além disso as crianças não tinham muito tempo para brincar. Apenas uma minoria ia para a escola, mas a maioria das crianças eram esperadas para ajudar os pais a fazer trabalhos simples em torno da casa ou nos campos.


EGITO


Senet - jogo de tabuleiro egípcio.


Trata-se de um tabuleiro com uma gaveta para guardar as peças, incluindo cinco estacas com cabeça de cachorros e cinco com cabeças de chacal. Esta peça pertence ao Médio Reino, 12ª Dinastia.

Não foram encontrados registros sobre o funcionamento e as regras desse jogo, porém alguns historiadores apontam que é possível prever algumas características. 




Boneco moedor - no Egito Antigo era
comum brinquedos que representavam
as atividades econômicas.


Cavalinho de madeira com rodinhas 
 - Egito Antigo



Jogo da cobra do Egito antigo.
Era uma placa em formato
circular formando uma cobra



Rato de brinquedo egípcio -
artefato encontrado em escavação arqueológica.
 



Dado antigo egípcio

 
Jogo de bolas egípcias 





As crianças egípcias possuíam brinquedos semelhantes aos das crianças de hoje. Também brincavam com brinquedos tais como: bonecas, soldadinhos, animais de madeira, bola, bolas de gude, pião e juntavam ossos que eram lançadas como se fossem dados.



GRÉCIA

Na Grécia Antiga, quando os meninos não estavam na escola e as meninas não estavam trabalhando, brincavam de bola com bexigas de porco inflado. As crianças também tinham brinquedos comuns: piões, bonecas, cavalos com rodas, aros e cavalos de balanço.



Cavalo de Brinquedo da Grécia Antiga

 

Brinquedos egípcios antigos eram feitos de trapos, ossos e pedra.







ROMA


Boneca da Roma Antiga


Crianças romanas brincavam com bonecas e aros de madeira ou de barro. Eles também brincavam com bola e jogos de tabuleiro.

 

Bonecas antigas dos anos 1950.



Inglaterra século XVIII - açougue de brinquedo


Os Brinquedos pouco mudaram ao longo dos séculos. As crianças do século XVI ainda brincavam com bonecas de madeira. Eles também brincavam com um copo e uma bola (a bola era de madeira com um copo de madeira na extremidade de um cabo. Você tinha que balançar o punho e tentar encaixar a bola no copo).

 

A casa das primeiras bonecas foram feitas na Alemanha, em 1558. Depois, em 1693, o filósofo Inglês John Locke disse que “dados e brinquedos”, com letras sobre eles iriam ajudar as crianças a aprender o alfabeto.

 

Na foto, uma colecionadora de bonecas antigas, a senhora  Priscila, que atualmente é aposentada. 



Brinquedos Modernos

 

Na imagem, um ônibus de brinquedo feito de metal pela
empresa Metalma nos anos 1950

A revolução Industrial permitiu que brinquedos fossem produzidos em massa e por esse motivo, tornaram-se gradualmente mais baratos. 


QUEBRA -CABEÇA



John Spilsbury , nascido em Londres na Inglaterra, fez o primeiro quebra-cabeças em 1767. Ele pretendia ensinar Geografia cortando mapas em pedaços, mas logo as pessoas começaram a fazer quebra-cabeças para o entretenimento. O mapa que ele usou era da Europa. Ele colocou o mapa em um pedaço de madeira e depois recortou cada país exatamente nos limites das fronteiras. Os professores da época viram que era interessante usar o quebra-cabeça nas aulas de Geografia pois tornava a aula mais interessante. Perceberam que os alunos aprendiam com mais facilidade. 


Aqui está o inventor do quebra-cabeça


O caleidoscópio foi inventado na Inglaterra em 1817, pelo físico escocês Dawid Brewster



Meninas vitorianas e suas bonecas de madeira



Meninas vitorianas de classe média brincavam com bonecas de madeira ou de porcelana. Elas também tinham casas de bonecas, lojas de modelo e cordas de pular.

No final do século XIX , muitos pais deixam de ver seus filhos como adultos incompletos , associando a infância a um período de inocência que deveria ser preservada. Por isso as bonecas passaram a ser feitas com rosto mais angelical. Vestir e trocas as roupas das bonecas servia para que as meninas aprendessem a tricotar, costurar, e além disso, as meninas praticavam funções sociais em suas brincadeiras , como o chá da tarde e até brincavam de funerais. 

 AS BÁBIES E OS BONECOS DE AÇÃO



A Bárbie surgiu na segunda metade do século XX e suas diferentes versões ofereciam as meninas vários estilos aos quais poderiam aspirar.  Enquanto isso, surgiram os bonecos de ação , com os quais os meninos poderiam brincar de forma aceitável socialmente. 


AS BRINCADEIRAS DOS MENINOS

Trenzinho de metal dos anos 1930-1950
a peça encontra-se no Museu Paulista da USP

Os meninos brincavam com brinquedos tais como: bolas de gude e soldados de brinquedo, bem como trens de brinquedo. Eles também brincavam com barcos de brinquedo. Brinquedos simples como piões também eram populares.



Tanque de brinquedo produzido pela Metalúrgica Matarazzo 

                               na época da Revolução de 1932


 

A Vida no Século XIX

 

Anúncio de brinquedos que traduzem o anseio pelo progresso, publicado no jornal Correio Paulistano em 1943 – Foto: Reprodução/Fonte: livro Brinquedos de Lata Metalma – Objetos da Infância na Industrialização Paulistana, 1930-1950


A MASSINHA DE MODELAR



Na década de 1930, os irmãos Noah e Joseph McVicker trabalhavam em uma fábrica de sabão e produtos de limpeza da cidade de Cincinnati (Estados Unidos). Eles estavam tentando criar um produto que servisse para limpar o papel de parede das casas, removendo a poeira sem estragar o papel.

 

Noah e Joseph perceberam que o produto criado era ideal para as crianças – ele era divertido, não tóxico e reutilizável. Então, apresentaram amostras da massinha de modelar em escolas e jardins de infância de Cincinnati. Com o sucesso do produto, fundaram a empresa Rainbow Crafts, em 1956, e a massinha de modelar Play-Doh.

 

Primeiro, a Play-Doh foi vendida na seção de brinquedos da loja de departamento Woodward & Lothrop, em Washington (Estados Unidos). Depois, passou a ser comercializada em todo o país. Só havia a versão branca, que vinha em potes de 680 gramas. Em 1957, vieram as cores amarela, vermelha e azul.

 

Nas décadas de 1960 e 1970, a Play-Doh chegou a outros países e se tornou muito popular. Surgiram mais cores e potes de diversos tamanhos. Em 1991, foi adquirida pela empresa Hasbro, que vende o produto até hoje. Com o tempo, surgiram diversas marcas de massinha de modelar, vendidas em todo o mundo.


OS CARROS DE LATA



Outros brinquedos populares no início do século XX eram os carros de lata. 

Na década de 1920 conjuntos de trem tornaram-se muito populares, assim como brinquedos macios, incluindo ursos de pelúcia.




 

Em meados do século XX, com a chegada do plástico e do metal a sociedade afluente por brinquedos tornou-se muito mais barato e muito mais comum. Na década de 1950 o Lego, Sr. Cabeça de Batata, o skate e a Barbie tornaram-se brinquedos populares. Action Man começou a ser vendido na Grã-Bretanha em 1966. No início de 1970 hoppers espaço e clackers eram brinquedos populares. No final do século XX os jogos de computador tornaram-se muito populares. Entre os brinquedos modernos estão o tamagotchi e o Furby, colocados à venda em 1998.




Brincar a Moda Antiga

 


No Brasil e no mundo, os jogos tradicionais tornaram-se importantes no cotidiano, com o seu grande dinamismo e sua adaptabilidade ao tempo e aos espaços, revelando-se como uma potencialidade lúdica incomparável. O jogo tradicional tem sua energia própria e uma magia que teima e resiste às normas e formas impostas pela sociedade, já que se enraíza nas culturas locais onde mora a verdadeira essência humana. Os jogos e brinquedos antigos não aceitam definições prévias, preconceitos ou reconhecimentos abstratos. A sua legitimação encontra-se na dimensão histórica e cultural dos comportamentos e no vinculo aos elementos de uma data situação.

 

O jogo e o brinquedo é uma fonte inesgotável de recursos para abordar um projeto mais global de educação intercultural e deve ser o próprio educador e/ou educadora o encarregado de descobrir quais são as alternativas que mais se adaptam as características de sua escola ou comunidade. Os jogos e brinquedos são criações de uma cultura e fruto de uma história. Sabemos que é fundamental e urgente viver o presente, preparando o futuro e sempre respeitando nossas tradições.

 

História dos Brinquedos


 

Muitos pesquisadores têm buscado através de pesquisas em objetos, fotografias e pinturas a origem dos brinquedos. Alguns museus têm exemplares de brinquedos encontrados em escavações em diversas partes o mundo, oriundos de épocas bastante remotas. Com os dados encontrados, é possível tentar interpretar e explicar o fenômeno brinquedo e o ato de brincar no contexto histórico dos diversos grupos sociais.

 

Bonecas articuladas que podiam mover-se com barbantes, semelhantes aos atuais fantoches, eram utilizadas por crianças da Grécia e de Roma antigas, bem como modelos diminutos de cadeiras, mesas, jarros e outros objetos da vida cotidiana. Bolas, e bonecas de madeira ou barro cozido também foram encontradas. O cavalo de pau, cata-ventos, pássaros presos por um cordão e bonecas multiplicaram-se principalmente a partir do século XV e alguns deles nasceram do espírito de imitação das crianças. Elas imitavam as atividades dos adultos, reduzindo-as à sua escala, como foi o caso do cavalo de pau, numa época em que o cavalo era o principal meio de transporte e de tração. O fato de terem sido encontradas bolas, bonecas, chocalhos, piões e peça de jogos desde as mais remotas idades, demonstra que muitas brincadeiras infantis mantém-se durante o passar dos tempos.

 

No século XV os fabricantes de Nurenberg começaram a ficar famosos por seus brinquedos. Nos séculos XVI e XVII Ulm e Augburg, também na Alemanha, reuniam os fabricantes de casas de bonecas, miniaturas de instrumentos musicais e peças de mobiliário que se constituíram em obras primas de artesanato.

 


A evolução tecnológica permitiu a criação de um grande número de brinquedos que encantam as crianças. Na verdade, nenhum deles substitui o encanto de brinquedos simples como uma bola ou uma boneca. Com a crescente industrialização do brinquedo, cada vez mais “aumenta” as opções de brincar. Em contrapartida, cada vez menos dá-se espaço à criatividade e a imaginação. Com o advento do capitalismo, o brinquedo torna-se uma mercadoria a ser comercializada.

 

Casa de bonecas da Era Vitoriana

A partir daí, os objetivos do brinquedo começam a se afastar de sua origem. A história do brinquedo é tão antiga quanto a história do homem! Do Egito, herdamos o jogo-da-velha, boneca e as bolinhas de gude. Da China, o dominó, os cata-ventos e as pipas. Da Grécia e da Roma, vieram as pernas-de-pau e as marionetes.

 

Como Surgiram os Brinquedos 

Mais Populares

 

Bonecas de pano negras vem de tradição Século XIX em que escravas não podiam dar bonecas de porcelanas importadas para suas filhas,  as mães escravas confeccionavam as bonecas negras de pano como fonte de diversão, feitas com turbantes, roupas típicas


Bonecas: Até 1930, eram confeccionadas com pano, por costureiras e artesãos. As primeiras estatuetas de barro podem ter sido feitas pelo Homo sapiens há 40 mil anos, na África e na Ásia, com propósitos ritualísticos. A transição das bonecas como ídolos para brinquedos provavelmente ocorreu no Egito, há 5 mil anos.

 

Carrinho de madeira antigo dos anos 1960.


Carrinhos: Feitos de madeira, os primeiros carrinhos surgiram junto com os automóveis de verdade no início do século XX. Com o passar dos tempos, o material utilizado para a fabricação dos carrinhos mudou, e muito! Hoje eles são feitos de plástico, metal ou acrílico, têm controles moderníssimos, mas os tradicionais carrinhos de madeira ainda podem ser encontrados. Já o autorama foi inventado na Inglaterra, em 1956.

 


Caixinhas de Música: Os suíços criaram as primeiras caixinhas de música em torno de 1770. Utilizando o conhecimento que tinham na arte da relojoaria, criaram um mecanismo em que um pente com dentes de metal dedilhava sobre um cilindro que girava movido por peças de relógio.

 

Caixa de música suíça feita de marfim - anos 1950

Bolas: É o brinquedo mais antigo do mundo e existe há mais de 6.500 anos. As primeiras bolas eram feitas há cerca de 6.500 anos pelos japoneses, e as fabricavam utilizando fibras de bambu. Os romanos e gregos preferiam usar tiras de couro, penas de aves e até bexiga de boi. A bola só se popularizou na década de 50, com a fabricação do plástico.

 


Bichinhos de Pelúcia: O primeiro bicho de pelúcia foi criado na Alemanha, em 1903, e se chamava Teddy Bear.

 

Antigo urso de brinquedo "Teddy Bear"  de pelúcia sintética década de 50/60,  

bichos de pelúcia nesta época  eram rígidos  com membros 

articulados por conta do enchimento de serragem.


Bicicleta: Em 1790, um conde francês chamado Sivrac criou o Celerífero (celer = rápido, fero = transporte). Era uma bicicleta de madeira, que ainda não tinha pedais nem correntes e era empurrada com os pés no chão.

 

Bicicleta - Celerífero

Soldadinhos de Chumbo: O brinquedo só passou a ser manufaturado na metade do século XIX, em Nuremberg, na Alemanha. Mas era artigo de luxo, só os pequenos nobres podiam tê-los.

 

Soldados de chumbo

Trens: O primeiro trem elétrico em miniatura foi feito em 1835 por um ferreiro nova-iorquino.


 

Pipa: Cerca de 1000 anos a.C. a pipa era utilizada como forma de sinalização, mas ao chegar ao Brasil, a pipa se tornou uma forma de diversão.

 


Pião: Cerca de 3 mil anos a.C, na Babilônia, já existiam os piões, feitos de argila e com as bordas decoradas com formas de animais e humanas ou relevos.

 



AGORA VAMOS VISITAR O MUSEU DAS BONECAS?

Esse museu fica em Cuiabá e é um dos maiores museus de bonecas e brinquedos da América Latina. Vale a pena visitar. 








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Fontes: 

www.ebrinquedo.com

https://www.thebrasilians.com/

Dica: https://anacaldatto.blogspot.com/

Tim Lambert via www.localhistories.org, artigos.netsaber.com.br

Leia mais em: www.portalsaofrancisco.com.br