terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A CHINA: ONTEM E HOJE

 

China - Fantástico

China: a fábrica do futuro

China: super aplicativos


China: a revolução dos pagamentos digitais.



China: redes sociais e influenciadores digitais

China: o futuro dos serviços públicos digitais





domingo, 27 de dezembro de 2020

O PROPOSITAL ATRASO ECONÔMICO DO BRASIL

 



Por Isabel Aguiar (historiadora / professora)

Por volta de 1820, pouco antes da Independência, o Brasil era mais rico do que a Austrália e quase tão rico quanto a Suécia. Passados três séculos, australianos e suecos lideram os rankings de desenvolvimento humano e vivem em sociedades que estão entre as mais avançadas do mundo.

 



Por que o Brasil ficou para trás? 




Por que não enriqueceu como os Estados Unidos, um país também de passado colonial escravocrata? 

Tais questões, há anos, ocupam o trabalho de historiadores. A ideia é a de que a economia brasileira especializou-se na produção de mercadorias básicas, por isso industrializou-se tardiamente.

 Porém, para muitos historiadores e economistas, a verdadeira causa da pobreza brasileira em relação a europeus e americanos foi o atraso no desenvolvimento do capital humano.

Um exemplo disso, foi na segunda metade do século XIX, enquanto a alfabetização se tornou obrigatória nos Estados Unidos, na Suécia e em muitos países europeus, o Brasil era um mar de analfabetos.  A educação era algo exclusivo da elite. Suécia e Estados Unidos tinham 80% da população alfabetizada em 1870 . A baixa escolaridade representou um obstáculo ao desenvolvimento. Os trabalhadores eram incapazes de realizar trabalhos mais elaborados.




O atraso econômico do Norte e Nordeste do Brasil em relação ao Sul e Sudeste também decorre do diferencial na educação e do atraso no desenvolvimento do capital humano de maneira geral.

É a luta de classes que gera um determinado equilíbrio e a partir desse equilíbrio as instituições são formadas.  A diferença na imigração, ou seja, no capital humano dos imigrantes, explica praticamente toda a diferença de renda que havia entre o Brasil e os Estados Unidos em 1900.

 


A elite brasileira foi muito esperta. Instituiu o ensino superior privado gratuito para os seus filhos, mas não investiu no ensino público básico. Para deixarmos de ser um país atrasado, precisamos desmontar esse tipo de privilégio.


Charge: A elite brasileira. Por Ribs


Devemos destacar o exemplo
  da China que é hoje (ano 2020)  a segunda maior economia do mundo, caminhando para, em menos de uma década, superar os EUA, tanto como economia, quanto em desenvolvimento científico e tecnológico, com todas as implicações daí decorrentes para a geopolítica e as estratégias de segurança e hegemonia que transitam da atual unipolaridade (herança da Guerra Fria) para uma multipolaridade cujos contornos ainda não podem ser definidos.

 


Esta China, potência econômica, política e militar global que não cessa de crescer, era, em 1949, um país paupérrimo, arruinado pelo colonialismo europeu, invadido e saqueado ao longo de séculos, e, naquela altura, às voltas com uma revolução social. Era um país de camponeses miseráveis, quando nós brasileiros já aspirávamos à industrialização e à urbanização.

 

POR QUE O BRASIL NÃO SE DESENVOLVE?




 

  • 1- O Brasil de hoje suspende os investimentos públicos de um modo geral.
  • 2- O Brasil hoje suspende investimento em infraestrutura de forma específica. 
  • 3- O Brasil reduz os gastos em educação e ciência e tecnologia, 
  • 4- O Brasil  renuncia a projetos estratégicos, como a cibernética e o programa espacial, fundamentais para o desenvolvimento e a segurança de qualquer país de nosso porte, ou que, como já almejamos, pretenda desempenhar um papel de sujeito no concerto internacional. 
  • 5- Nossa balança comercial retorna aos contornos do início do século passado (séc. XX), dependente da exportação de matérias-primas sem valor agregado, antes pau-brasil, ouro, prata e pedras preciosas das minas gerais, depois açúcar e depois café; agora soja e carne e minério de ferro.
  • 6- Nossa participação na economia global atinge o pior nível em 38 anos; a fatia do País em bens e serviços é de 2,5%, contra um pouco mais de 3% em 2011.

  • 7- No plano da educação, o projeto de nossas classes dominantes, das quais o bolsonarismo é expressão obscena, é destruir com a escola pública e o ensino gratuito, quando a educação, isto é, o acesso ao conhecimento, é o único instrumento que pode dar ao pobre chances de ascensão social e ao País condições de competitividade num mundo.
  • 8- O Brasil perde a competitividade no mundo que já vive a chamada 4ª Revolução Industrial (perdemos o tempo de todas as outras) assinalada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas.

 


 

Como lembrava Darcy Ribeiro, a tragédia da educação brasileira não se deve a erros de planejamento. Mas, sim, a seus acertos. Esse fracasso é o prêmio de um projeto bem sucedido de nossas perversas classes dominantes, para quem o desenvolvimento nacional ou a melhoria da qualidade de vida de nosso povo jamais foram uma questão central.


AGORA VAMOS VER UMA ENTREVISTA ESCLARECEDORA  SOBRE O ATRASO DO BRASIL COM O SOCIÓLOGO JESSÉ SOUZA , AUTOR DO LIVRO " A ELITE DO ATRASO".   VALE A PENA VER, OUVIR E REFLETIR .... 









quarta-feira, 4 de novembro de 2020

10 PERGUNTAS PARA ENTENDER AS ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS




  • Você provavelmente já sabe que as eleições americanas são, para usar um termo extremamente técnico, uma bagunça. É bem difícil de entender para quem, como os brasileiros, raciocina com base numa eleição direta, em que cada eleitor tem um voto, e o candidato com mais votos vence.


VAMOS NOS BASEAR PELAS ELEIÇÕES DE 2020



  • O candidato democrata e ex-vice de Barack Obama, Joseph Biden, é apontado pelas pesquisas como favorito para derrotar o presidente Donald Trump
  • A apuração acontece estado a estado, e não nacionalmente, como no Brasil. 
  • Cada estado tem suas regras e um ritmo diferente para contar os votos. 
  • A pandemia de Covid-19 aumenta ainda mais a incerteza. 


ALGUMAS PERGUNTINHAS IRÃO TE AJUDAR A ENTENDER MELHOR



E lembre-se:  os votos são distribuídos entre democratas (cujo símbolo é um burro) e republicanos (cujo símbolo é um elefante).

 PERGUNTA 1 



Por que quem recebe mais votos da população nas eleições americanas não necessariamente ganha a eleição?

 

RESPOSTA: 

  • Porque os EUA não foram desenhados para ser uma democracia. Os autores da Constituição dos Estados Unidos morriam de medo da “ditadura da maioria”. Acreditavam em uma República governada por uma elite intelectual. Nesse sistema, o principal líder do país, o presidente, não seria eleito pelo voto do povo.

 

  • A ideia era que o eleitor de cada estado escolhesse alguns representantes para que comparecessem a uma conferência nacional, chamada de colégio eleitoral. Nessa conferência, esses representantes – os delegados – debateriam entre si e, juntos, escolheriam um sujeito que se tornaria presidente.

 

  • Mal se passaram trinta anos da promulgação da Constituição, em 1787, até que os delegados começassem a vincular seus votos no colégio eleitoral a candidatos específicos. Ou seja, em vez de dizerem que escolheriam o melhor homem (e, naquela época, era necessariamente um homem) para governar o país depois de longos e complexos debates, os delegados já se comprometiam de cara a votar num determinado candidato.

 

  • Os estados aprovaram leis obrigando todos os delegados daquele estado a votar no mesmo candidato – e esse candidato tinha de ser, obrigatoriamente, o que recebeu a maioria dos votos dos eleitores naquela unidade federativa.

 

  • Na década de 1830, já estava em vigor o sistema atual, uma mistura de voto popular nos estados com o colégio eleitoral que os autores da Constituição haviam pensado. 
Basicamente, o sistema atual funciona assim: 

  • ocorre uma eleição em cada estado, em que os eleitores votam nos seus candidatos favoritos para a Presidência. 
  • Mas, em vez de somarem a votação de cada estado para encontrarem o vencedor em todo o país, cada estado (e o Distrito de Columbia que, como o nosso Distrito Federal, não é um estado formalmente) calcula seus votos separadamente. 
  • Cada uma dessas unidades tem um número exato de delegados. No colégio eleitoral, esses delegados têm, necessariamente, de votar no candidato que recebeu mais votos naquele estado. 
  • É a soma dos votos de cada unidade federativa no colégio eleitoral que determina o vencedor das eleições presidenciais americanas.

 

Há duas exceções à regra de que o vencedor leva todos os delegados daquele estado: 

  • Maine e Nebraska
  • Neles, a votação é conduzida distrito a distrito. 
  • Vai um delegado para o vencedor de cada distrito e um, de bônus, para quem ganhou a eleição no estado inteiro. 
  • Há, também, casos de delegados que, quando chegam ao colégio eleitoral, se recusam a votar conforme o eleitorado do seu estado.
  • Mas esses casos são raros o bastante para nunca terem feito qualquer diferença numa eleição presidencial.

 

PERGUNTA 2 - 



Como é definido o número de delegados de cada estado?

 

RESPOSTA: 

  • Cada estado tem direito a tantos delegados quantos assentos tem no Congresso americano, somando Câmara dos Deputados e Senado. 
  • Por exemplo, a Califórnia tem 53 assentos na Câmara e dois no Senado. Tem, portanto, 55 delegados no colégio eleitoral. 
  • A exceção é o Distrito de Columbia, que não tem representação no Congresso mas tem três delegados, mesmo assim.
  • Os assentos na Câmara são distribuídos mais ou menos de acordo com a população de cada estado. 
  • Quanto mais populoso o estado, maior sua delegação. 
  • Mas há limites. Nenhum estado pode ter menos que um deputado, e o número máximo de deputados na Câmara é 435. 
  • O número de assentos no Senado não é proporcional à população. Cada um dos 50 estados tem dois senadores. Isso cria uma distorção, porque os estados mais populosos têm, no Senado, o mesmo número de representantes dos estados menos populosos – e isso vai se refletir na relação entre o total de eleitores representados por delegado no colégio eleitoral.

  • O colégio eleitoral tem 538 delegados, e vence quem tiver maioria absoluta, com pelo menos 270 votos.

 

PERGUNTA 3



O que são estados-pêndulo?

 

  • O sistema bipartidário americano faz com que a maior parte do eleitorado – dois terços, mais ou menos – saiba bem a que partido pertence. 
  • Normalmente, os americanos ou são Democratas ou são Republicanos, e dificilmente mudam seu voto de uma eleição para outra.

  • Mais ou menos a mesma coisa acontece com os estados. A maioria do eleitorado na maior parte dos estados vota no candidato do mesmo partido há várias eleições. 
  • Isso faz com que o resultado seja previsível nesses casos. Massachusetts, por exemplo, é famoso por sempre votar no candidato Democrata. 
  • Do mesmo modo, todo mundo dá como certo que Trump vencerá o pleito no Mississippi.

  • Por isso que a atenção das campanhas fica voltada para os poucos estados em que há um número grande o suficiente de eleitores indecisos. São os chamados estados-pêndulo.

 

PERGUNTA 4 - 



Quais são os estados-pêndulo em 2020?

 

  • A lista de estados-pêndulo muda de uma eleição para outra. 
  • Os estados de Michigan, Wisconsin e Pensilvânia eram dados como apoiadores certos dos Democratas até 2016, quando Trump surpreendeu a todos e levou a maioria dos votos neles. Por isso, todos os olhares estão voltados para eles em 2020. Se Trump perder nesses estados, será praticamente impossível que seja reeleito.

  • Há outros estados que tendem a votar em Republicanos, mas que podem pender para os Democratas este ano: Ohio, Iowa, Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Flórida e Texas. 
  • Se Biden ganhar em qualquer um deles, é quase certo que se torne o novo presidente americano. Se ganhar na maioria deles, vai ser uma vitória de lavada.

 

PERGUNTA 5 - 



Quem é o favorito em 2020?

  • Segundo as pesquisas, Joe Biden. Todos os modelos matemáticos que tentam prever o resultado da eleição, como o do jornalista e estatístico Nate Silver, do site Five Thirty Eight, ou o da revista The Economist, dizem que o democrata tem mais ou menos 90% de chances de ganhar. 
  • Não significa, claro, que a eleição dele seja certa. Eventos com uma probabilidade de 10% de chance de acontecer ainda assim acontecem com bastante frequência – obviamente, uma em dez vezes. Mas uma chance de 10% é o dobro das chances de tirar dois pares numa mão de poker. Todo mundo que já jogou poker sabe que isso acontece o tempo todo.

 

PERGUNTA 6 - 



Dá para confiar nas pesquisas de intenção de voto?


  • Os principais institutos de pesquisa brasileiros (Ibope e Datafolha) entrevistam o eleitor pessoalmente, mas os americanos preferem o telefone ou mesmo a internet. 
  • Também usam amostragens menores, o que aumenta a margem de erro.

  • Não é incomum que as pesquisas americanas tenham resultado diferente das urnas em até 4 pontos percentuais. 
  • Foi o que aconteceu em 2016. Foi um erro – de 3 pontos, naquele ano – dentro da margem histórica. 
  • De qualquer forma, as pesquisas ao menos nos dão uma ideia de como está a corrida eleitoral hoje. 
  • Fique atento às pesquisas estado a estado, já que o voto nacional, no caso americano, não vale nada.

 

PERGUNTA 7 - 



2020 pode repetir 2016?

 

  • A vantagem de Biden em relação a Trump é mais que o dobro da vantagem que Hillary tinha na véspera da eleição. Ou seja, ainda que as pesquisas errem em 2020 pelo mesmo tanto que erraram em 2016, Biden será o novo presidente dos EUA.

  • Além disso, os institutos de pesquisa tomaram medidas para corrigir os erros de 2016. O que parece ter acontecido naquele ano é que os eleitores com menor nível educacional favoreceram Trump. Ocorre que essas pessoas também são mais difíceis de responder a pesquisas de opinião pública. 
  • Os institutos, em 2016, não tentaram corrigir esse problema – seja entrevistando um número maior de pessoas sem diploma universitário ou dando peso maior àqueles que conseguiram entrevistar. Esse erro não deve se repetir em 2020.

  • Em 2016, havia muitos eleitores indecisos. Neste ano, pouca gente diz estar em cima do muro. 
  • Por fim, muita gente já votou em 2020, o que diminui a chance de as pessoas dizerem uma coisa para os institutos de pesquisa e se comportarem de outro jeito na urna.

 

PERGUNTA 8 - 



Muita gente já votou. Como é possível?


  • Cada estado tem suas próprias regras para o pleito, e vários deles permitem que os eleitores votem antecipadamente. 
  • Em alguns, as seções eleitorais ficam abertas por até um mês antes do dia final da eleição. Muitos eleitores, portanto, já votaram. 
  • É melhor pensar no dia da eleição como um prazo final e não como efetivamente num dia em que todos os americanos vão às urnas.

  • Vários estados também permitem que o eleitor receba a cédula eleitoral em casa, a preencha manualmente, e a envie para o governo por correio. 
  • Esse sistema cresceu muito este ano por conta da pandemia. A fim de diminuir o número de pessoas nas seções eleitorais, alguns governos estaduais mandaram cédulas para a casa de todos os eleitores cadastrados.

 

PERGUNTA 9 - 



Por que tanta gente fala em “supressão eleitoral”?


  • O voto nos Estados Unidos é optativo. 
  • Mas nem todo mundo tem as mesmas chances de votar. 
  • Pobres, negros, latinos e pessoas com menor nível educacional comparecem às urnas em proporção menor.

  • Ocorre que esses grupos também tendem a ser Democratas. Por isso, o Partido Democrata tem feito campanhas para aumentar o acesso do eleitor à urna, seja cadastrando essas pessoas como eleitores, seja encorajando que votem a distância, seja incentivando que compareçam às seções no dia da eleição.

  • Os Republicanos vêm tentando restringir a votação desses eleitores. Entre as medidas com este fim estão a criação de leis estaduais que aumentam a burocracia para se cadastrar como eleitor, o fechamento de seções eleitorais, a restrição da votação por correio, o encurtamento do período de votação antecipada ou, em casos mais extremos, a tentativa de suspender a contagem de alguns votos. 
  • No fim de semana passado, por exemplo, um juiz do Texas ligado ao partido determinou que cerca de 127 mil cédulas da cidade de Houston fossem jogadas fora sem que tivessem sido contabilizadas.
  •  A decisão foi suspensa pela Suprema Corte do estado, mas é um indício do que os Republicanos podem fazer caso a eleição seja muito apertada.

  • Afinal, há precedente para isso. 
  • Em 2000, George W. Bush havia ganhado a Flórida por apenas 537 votos. 
  • O candidato Democrata, Al Gore, pediu uma recontagem dos votos – um pedido que é previsto em lei quando a margem de vitória de um candidato é muito pequena. 
  • A recontagem já começara quando a Suprema Corte americana simplesmente a suspendeu e decretou a vitória de Bush.

 

PERGUNTA 10 - 



Quando saberemos o resultado da eleição de 2020?

 

  • A apuração da eleição é feita pelos estados. 
  • Alguns são mais eficientes que outros. 
  • O aumento na votação pelo correio deve tornar o processo mais lento, já que essas cédulas demoram mais para serem contadas.

  • De qualquer forma, provavelmente haverá indícios de quem será o vencedor. 
  • Os estados da Flórida, Arizona, Geórgia e Carolina do Norte têm fama de contabilizar seus votos rapidamente. Se Biden ganhar em qualquer um deles, é quase certo que terá sido eleito.

  • Mas, se Trump sair vitorioso, então teremos de esperar o resultado em Michigan, Wisconsin e Pensilvânia. O resultado nesses estados pode sair só na sexta-feira (06/11/2020).

 

Basicamente, o resumo é o seguinte: 

  • se Biden ganhar confortavelmente, como preveem as pesquisas, o resultado deve ser conhecido logo no início da noite de hoje (04/11/2020).
  •  Se a eleição estiver mais apertada, o resultado pode demorar bastante. 
  • Se for apertadíssima, então a briga vai para o Judiciário, onde os Republicanos tradicionalmente se saem melhor.

 


Fonte: piaui.folha.uol

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

BRASIL DE 1956 A 1964 : SAI GETÚLIO, ENTRA JK E CHEGA A DITADURA MILITAR


 

 

FIM DA ERA VARGAS E INÍCIO DE UMA NOVA ERA ... OU NÃO ...

  • Após Vargas de suicidar quem assume a presidência do Brasil é seu vice, Café Filho.
  • Começa a corrida eleitoral
  • Candidatos:
  • Juscelino Kubitscheck ( PSD ) e o vice João Goulart ( ex- ministro do trabalho de Vargas – PTB) – chapa: JK e JANGO
  • Ademar de Barros (PSP)
  • Juarez Távora (UDN – antigo líder tenentista)
  • Plínio Salgado (ex-líder integralista)

 

JUSCELINO KUBITSCHECK VENCE A ELEIÇÃO DE 1955 ( 36% DOS VOTOS)




  • UDN e os militares não se conformam
  • Quando Vargas se suicidou, o vice, Café Filho, não assumiu porque pediu licença do mandato.
  • Assumiu a presidência Carlos Luz (presidente da Câmara dos Deputados)
  • Henrique Teixeira Lott , Ministro da Guerra, força a saída de Carlos Luz para evitar o GOLPE.
  • Nereu Ramos, líder do Senado, assume o poder e isso permitiu a posse de JK.

 

COMO FOI O GOVERNO DE JK? (1956-1961)

  • JK prometeu acelerar o crescimento econômico do Brasil
  • Conciliava LIBERALISMO e NACIONALISMO
  • JK já havia sido prefeito de BH e governador de MG
  • A sua promessa era : DESENVOLVER O BRASIL “50 ANOS EM 5”
  • Apresentou o PLANO DE METAS

 

JK E A ECONOMIA

  • Nacional-desenvolvimentismo
  • Usou capital -  nacional e estrangeiro, estatal e privado -  nos seguintes setores da economia:
  • Energia
  • Transporte
  • Alimentação
  • Indústria de base
  • Educação

 

A META PRINCIPAL?

BRASÍLIA – A NOVA CAPITAL DO BRASIL

 



O PLANO DE METAS DEU CERTO?

  • Sim.  Foram os “ANOS DOURADOS”
  • Surge a TELEVISÃO
  • A indústria automobilística cresceu
  • Aumentou a pavimentação de estradas
  • A indústria cresceu 80%
  • O PIB ficou em torno de 8,1%
  • Surgem mais empregos nas grandes cidades
  • Aumenta o consumo de produtos industrializados nas grandes cidades

 

O LADO NEGATIVO DOS “ANOS DOURADOS”




  • O Brasil fica endividado
  • O dinheiro vinha do exterior
  • Aumentou a dívida externa
  • Concentração de capital nas contas bancárias dos ricos e classe média
  • Os mais pobres foram excluídos
  • Baixos salários
  • Alta inflação
  • O ambiente rural ainda era dominado pelos donos de terras
  • Surgem as Ligas Camponesas – Reforma Agrária

 

A NOVA CAPITAL



  • A primeira menção ao nome de Brasília para a futura cidade apareceu em um folheto anônimo publicado em 1822, e desde então sucessivos projetos apareceram propondo a interiorização.
  • A primeira Constituição da República, de 1891, fixou legalmente a região onde deveria ser instalada a futura capital.
  • Mas foi somente em 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek, que teve início a efetiva construção da cidade, inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960.  
  • O plano urbanístico foi de Lúcio Costa e uma orientação arquitetural de Oscar Niemeyer.
  • Os edifícios mais complexos, como os palácios e a catedral, seguiram os projetos estruturais elaborados pelo engenheiro Joaquim Cardozo.

 

A ESTABILIDADE POLÍTICA

  • JK manteve a “ordem democrática”
  • Graças a aliança entre PSD e o PTB
  • JK possuía aliados no Congresso Nacional
  • O vice, João Goulart, era apoiado pelos trabalhadores
  • Mas isso não impedia greves e manifestações operárias
  • Oposição: Carlos Lacerda (UDN), acusou JK de corrupção para construir Brasília

 

AS EMPREITEIRAS



  • Pode-se dizer, que o LAVA JATO começou na Era JK  (1955-1960)
  • E teve sua “LUA DE MEL” na DITADURA MILITAR (1964-1985)
  • As empreiteiras de vários estados, se uniram e se organizaram politicamente
  • Na época do governo militar, as empreiteiras ganharam inúmeros contratos milionários

 

A SOCIEDADE E A CULTURA NOS ANOS 1950

 



A SUCESSÃO DE JK


  • Candidatos:
  • General Lott – PSD
  • Jânio Quadros - Movimento Popular Jânio Quadros (MPJQ) / vice: João Goulart
  • A dupla “ JAN-JAN” venceu

 

COMO ESTAVA O MUNDO ANTES DE JÂNIO QUADROS ASSUMIR O PODER?



  • 1955- CONFERÊNCIA DE BANDUNG, na Indonésia.
  • Nessa conferência, os países independentes do imperialismo e em época de Guerra Fria, resolveram não se alinhar nem aos EUA e nem a URSS
  • Com isso surge o conceito de TERCEIRO MUNDO
  • 1959- REVOLUÇÃO CUBANA – Fidel e Che Guevara toma  o poder / alinhados a URSS

 




A POLÍTICA DE JÂNIO QUADROS



  • Foi o primeiro presidente a tomar posso em Brasília
  • Era carismático
  • A UDN sonhava chegar ao poder X JÂNIO QUADROS
  • JÂNIO QUADROS tentava apoiar esquerda e direita
  • Não conseguiu apoio de nenhum lado
  • Tomou algumas medidas consideradas moralistas:
  • Proibiu uso de biquíni
  • Corridas de cavalo durante a semana
  • Proibiu briga de galo
  • Proibiu uso de lança perfume

 

ECONOMIA NO GOVERNO JÂNIO QUADROS

  • Crise herdada de governos anteriores
  • Dívida externa
  • Inflação
  • Moeda desvalorizada
  • Congelamento de salários
  • Corte de gastos públicos ( saúde , educação)
  • Jânio Quadros se torna impopular

 

A POLÍTICA EXTERNA DE JÂNIO QUADROS


  • Jânio Quadros queria ser um político independente
  • Irritou a UDN
  • JÂNIO QUADROS assumiu a posição de não-alinhamento ( nem EUA e nem URSS)
  • Seguiu os princípios da Conferência de Bandung – Guerra Fria
  • JÂNIO QUADROS  reatou relações com a URSS e com a CHINA
  • João Goulart – vice – vai a China para reaproximação
  • JÂNIO QUADROS – condecora Che Guevara ( líder da Revolução Cubana) , com a ordem do Cruzeiro do Sul
  • EUA E UDN não gostaram
  • UDN apoiou a candidatura de JÂNIO QUADROS e exigia que ele ficasse do lado dos EUA
  • JÂNIO QUADROS perde apoio do Congresso e da UDN

 

 

A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS 

( com apenas 7 meses de mandato)




  • JÂNIO QUADROS acreditava que sua renúncia reconquistaria apoio político
  • JÂNIO QUADROS acreditava que UDN e PSD  - conservadores  - não aceitaria a posse do vice ( João Goulart) que estava na China
  • Mas isso não aconteceu e JÂNIO QUADROS saiu da presidência

 



O GOVERNO DE JOÃO GOULART (PTB)– 1961/1964

  • Houve resistência a posse de JANGO
  • UDN e PSD  - não concordavam com a posse de JANGO
  • JANGO era visto como COMUNISTA
  • UDN e MILITARES tentam impedir a posse de JANGO
  • Foi feita a CAMPANHA DA LEGALIDADE – para impedir o Golpe de Estado
  • Leonel Brizola (RS) , principal articulador da CAMPANHA DA LEGALIDADE
  • Quem o apoiou? Setores do Exército, trabalhadores , UNE
  • JANGO assume o poder
  • Foi feita uma EMENDA CONSTITUCIONAL


JANGO TERIA QUE OBEDECER AO CONGRESSO



  • JANGO governou com poderes limitados até 1963
  •  FIM DO PARLAMENTARISMO E RETORNO DO PRESIDENCIALISMO
  • Um plebiscito decide pelo PRESIDENCIALISMO
  • OPOSIÇÃO A JANGO: conservadores, militares, classe média urbana e EUA
  • O Brasil se polarizou: ESQUERDA X DIREITA
  • JANGO fez reformas de base:
  • distribuição de renda,
  • reforma urbana,
  • reforma agrária,
  • reforma político-eleitoral (voto aos analfabetos)
  • reforma bancária, tributária, administrativa, militar ...
  • JANGO foi acusado de COMUNISTA
  • JANGO visava a independência financeira do Brasil (nacionalizar empresas, lucros)
  • EUA não gostaram e temiam que o Brasil seguisse o caminho de CUBA

 

O PLANO TRIENAL

  • Combate a inflação
  • Reformas de base
  • Isso gerou polarização política, crise econômica

 

 

O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964



  • JOÃO GOULART busca apoio dos trabalhadores
  • Faz um comício na Central do Brasil no RJ, em março de 1964
  • 150 mil pessoas presentes
  • Leonel Brizola propõe que Jango abandone a “política de conciliação” e que instale a Assembleia Constituinte para criar um Congresso Popular
  • JANGO enfatizou a necessidade de reformas, mas não promoveu mudanças na Constituição de 1946, para que isso acontecesse
  • A Direita reagiu, acusando JANGO de  COMUNISTA

 

A MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS 

PELA LIBERDADE


  • 300 mil pessoas de diversos setores da sociedade compareceram ao movimento
  • Os conservadores se sentiram apoiados pelo povo
  • JANGO é deposto
  • Na madrugada de 31/03/1964, o governador de MG (Magalhães Pinto) envia tanques do Exército para o RJ
  • JANGO estava no RJ  e vai para Brasília e depois para o RS
  • O BRASIL ESTAVA SEM PRESIDENTE
  • Assume : o presidente da Câmara dos Deputados ( Ranieri Mazzilli)
  • A população apoia o golpe
  • Os EUA organizaram a “OPERAÇÃO BROTHER SAM”  caso JANGO revidasse


 

TINHA INÍCIO A DITADURA CIVIL-MILITAR – (1964/1985)