segunda-feira, 21 de junho de 2021

DICAS DE MUSEUS VIRTUAIS PARA VISITAR DE FORMA ONLINE


 

  • Preservar a história e a memória do ser humano sempre foi um grande desafio. Nesse contexto, os museus exercem um significado extremamente relevante. Muitos pensam que eles são apenas um caminho em direção ao passado, quando na verdade são muito mais que isso. É um lugar de conexão entre passado, presente e futuro, pois olhar o passado é conhecer o que foi feito para aprimorar mecanismos que podem influenciar o presente, para que novos conhecimentos e técnicas sejam disponibilizadas para a sustentabilidade das futuras gerações.



  •  O termo museu teve sua origem na Grécia antiga, nas palavras gregas ‘Mousa’ e ‘Mouseion’, templo das nove musas, ligadas a diferentes ramos das artes e das ciências, filhas de Zeus e Mnemosine, divindade da memória, sendo locais sagrados, reservados à contemplação e aos estudos científicos. Esses locais foram considerados como o primeiro museu, no qual era constituído de bibliotecas, jardim, observatórios, sala de leitura, entre outros ambientes.




  • Do MASP ao Museu Oscar Niemeyer, vamos listar aqui alguns museus para visitar de forma online, quando e como quiser. 

  • Vem com a gente fazer tours e conhecer lugares diferentes sem sair de casa para matar as saudades dos passeios.

 

Confira a lista e bom passeio!

 

PINACOTECA (SÃO PAULO)



Além de ser muito popular em São Paulo, a Pinacoteca é um dos museus virtuais do Brasil que oferece visita online gratuita, cuja visualização, feita a partir do movimento do mouse, é bastante ampla. Outro ponto de destaque é o fato de apresentar áudios que trazem reflexões sobre as obras. Acesse a visita virtual pelo link: http://www.iteleport.com.br/tour3d/pinacoteca-de-sp-acervo-permanente/ e confira o vasto acervo de Arte Contemporânea.

 

MASP (SÃO PAULO)



Da arte na moda até a arte da Itália e da França, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) também é uma excelente opção de passeio virtual. No entanto, diferentemente do modelo da Pinacoteca, suas obras são apresentadas em imagens – que são esmiuçadas por “zoom” – juntamente com textos explicativos, bem como históricos.

Faça agora mesmo essa imersão pelo link: http://artsandculture.google.com/partner/masp.

 

MUSEU AFRO BRASIL (SÃO PAULO)


Com um acervo que contempla mais de seis mil peças, entre as mais diversas obras de arte, como: pinturas, esculturas e fotografias, criados por artistas brasileiros e do exterior, bem como documentos. São artefatos que datam do século 18 até os dias de hoje, abordando os mais variados aspectos da cultura africana e afro-brasileira.

Enquanto ainda a recomendação é ficar em casa e evitar aglomerações, faça esse passeio virtual: http://artsandculture.google.com/partner/museu-afro-brasil.

 

INHOTIM (MINAS GERAIS)


Mais uma agradável opção na lista de museus e galeria de arte para visitar online e matar um pouquinho da vontade de viajar, assim como estar rodeado de beleza e história, é o Inhotim! Esse tour virtual será perfeito para quem está com aquela vontade de voltar a se conectar com a natureza, mesmo que seja por meio da tela. Afinal, Inhotim combina o paisagismo de um amplo e vivo jardim botânico ao potencial reflexivo de artes contemporâneas. Acesse: http://www.inhotim.org.br/visite/tour-virtual/.

 

MUSEU DO AMANHÃ (RIO DE JANEIRO)


Interatividade, esse é um dos grandes diferenciais do Museu do Amanhã, que tem como propósito fazer o visitante refletir sobre o nosso compromisso com o amanhã em diferentes âmbitos: meio ambiente, social e muito mais, tudo isso por meio das ciências aplicadas.

Veja um pouquinho desse lugar fenomenal, acessando: http://museudoamanha.org.br/pt-br/content/tour-virtual.

 

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM – MIS (SÃO PAULO)



Um dos museus mais tradicionais do país, o MIS é também mais um museu virtual no Brasil! Entre suas exposições que podem ser apreciadas virtualmente estão: A trajetória da produção cinematográfica na cidade de São Paulo nas décadas de 70 e 80; O retrato da profissão dos fotógrafos de rua, mais conhecidos como lambe-lambe; Os registros de deslocamentos presentes em profissões itinerantes e mais. Faça essa rica visita virtual pelo link: http://www.mis-sp.org.br/exposicoes/list/virtual.

 

MUSEU OSCAR NIEMEYER (PARANÁ)



Com um número de obras que gira em torno de sete mil, o MON, como foi apelidado, tem desde a sua estrutura criada por um grande nome: ninguém menos do que o arquiteto Oscar Niemeyer, que dá o nome a esse museu. São formas e cores que se misturam, fazendo com que esse lugar seja referência nos campos das artes visuais, design e arquitetura.

Tenha uma amostra do que é o MON em um passeio virtual: http://www.museuoscarniemeyer.org.br/visite/visita-virtual-3D.

 

MUSEU DO FUTEBOL (SÃO PAULO)



As exposições virtuais do Museu do Futebol são simplesmente incríveis, mesmo por meio da tela! E para notar isso, basta conferir alguns títulos: Visibilidade para o futebol feminino, Chuteiras: a evolução do futebol nas pontas dos pés, Pacaembu – o estúdio monumento e outros 14 compõem o site.

E vamos combinar que com essas apresentações dá até para sentir a bola rolando no gramado e a energia da torcida no campo! Que vibração, meus amigos, que vibração.

Acesse e conheça mais sobre o nosso amado futebol em: http://artsandculture.google.com/partner/museu-do-futebol


MUSEU DA PESSOA 






O Museu da Pessoa nasceu em 1991, antes da Internet. Localiza-se em São Paulo.  Em 1997 abriu seu espaço virtual para receber histórias pela Internet. Desde 2014 passou a receber também coleções montadas pelos usuários. Em 2009, criou uma Tecnologia Social de Memória para apoiar pessoas, comunidades e instituições a registrarem suas histórias.

Acesse e conheça o Museu da Pessoa clicando no link https://acervo.museudapessoa.org/pt/home/entrar?gclid=CjwKCAjw8cCGBhB6EiwAgORey-ndCrfsAX5-aJj3ciXf5pHBqs6VEl4rzv1cVUtNkb34DhrPwd7mPhoCRmIQAvD_BwE


MUSEU DA FOTOGRAFIA - FORTALEZA  - CEARÁ



Acesse e conheça o Museu da Fotografia clicando no link https://museudafotografia.com.br/exposicoes/


MUSEU DOS GIFS



Acesse e conheça o Museu dos Gifs clicando no link https://giphy.com/explore/museu


MUSEU DOS MEMES


Acesse e conheça o Museu dos Memes clicando no link https://www.museudememes.com.br/




quinta-feira, 10 de junho de 2021

UMA CONVERSA COM POVOS INDÍGENAS DO CEARÁ: CONHECER PARA VALORIZAR!



Hoje, 10 de junho de 2021 , foi um dia especial para mim, enquanto professora de História, e para os alunos do Colégio Patronato - Fortaleza - Ce.

A conversa foi transmitida via Google Meet. 

 Enriquecemos nossos conhecimentos e procuramos descontruir alguns estereótipos vinculados à imagem do povo indígena brasileiro, especialmente, do povo indígena do Estado do Ceará.



Esse momento foi pensado a partir do estudo do tema abordado no livro didático. Os estudantes questionaram se aquela imagem que é transmitida de geração a geração nos livros escolares condizem ou não com a realidade. E nada melhor que uma conversa descontraída com os próprios povos indígenas para entender melhor sobre o assunto.

Convidamos para um bate papo o Mateus Tremembé (universitário, pesquisador e liderança em seu povoado) e a Nádia Pitaguary ( filha do cacique Pitaguary ).


A IMPORTÂNCIA DESSE ENCONTRO



Para tratarmos de questões educacionais relativas à temática indígena, se faz necessário antes revermos alguns pontos de equívoco sobre a visão que se tem e que se nutre de diversas formas a respeito das populações indígenas e que é disseminado no Brasil.

O primeiro equívoco é tratar todos os diferentes povos indígenas como um índio genérico, como se praticassem e compartilhassem a mesma cultura, a mesma crença e a mesma língua.

O segundo tipo de pensamento equivocado é considerar a cultura indígena como atrasada e primitiva.

O terceiro equívoco é o “congelamento das culturas indígenas”, como se qualquer transformação na imagem que se tem do índio causasse estranhamento e fosse passível do julgamento do que se é ou se deixou de ser. Há sempre uma imagem fixa do que é ser índio na memória da maioria dos brasileiros.


 É uma imagem de como o índio deve ser: “nu ou de tanga, no meio da floresta, de arco e flecha, tal como foi descrito por Pero Vaz de Caminha. Quando um índio não se enquadra nessa imagem ele é visto como não sendo mais índio, como um “civilizado”.

O quarto equívoco é considerar que os índios fazem parte apenas do passado brasileiro. Um dos legados mais graves do ponto de vista do colonialismo, pois ao taxar de “primitivas” as culturas indígenas passou-se a considerá-las como um obstáculo ao progresso e à modernidade.


O quinto equívoco é a não consideração do índio como parte da formação identitária do Brasil. De acordo com Freire, as matrizes europeias, indígenas e africanas, todas plurais, formaram de cor, cultura, língua, gentes, o país que somos hoje. Portanto, um inventário desse aporte cultural múltiplo deve ser feito a fim de estarmos cientes do que herdamos histórica e culturalmente, ao invés de eleger através da “história dos vencedores”, uma dessas matrizes como preponderante de nossa formação.

Levando em conta a existência desses equívocos podemos refletir e pautar nossas práticas educativas num rumo distinto.

É perceptível, no livro didático, que pensar em povos indígenas quase automaticamente nos remete a um deslocamento no tempo e no espaço: os indígenas são deixados no passado ou em algum recôndito da Floresta Amazônica. Como se isso configurasse um impedimento quase intransponível para aproximar os alunos da temática, mas na verdade há um equívoco no olhar e ele se deve ao fato do livro didático ser formulado num regime de lei em que a visão sobre os povos indígenas era sempre enviesada e de cunho político-ideológico empenhado em apagá-los da história atual como algo que existiu um dia, no passado e que deve repousar lá, no fundo do baú da história brasileira. No entanto, esses equívocos precisam ser questionados e transformados na prática educativa, já que só para citar esse último aspecto levantado, no Estado do Ceará , vivem 15 povos indígenas, espalhados por 18 municípios. São comunidades que guardam com orgulho suas manifestações culturais e tradições milenares e que lutam pelos seus territórios, costumes e tradições.



Esses povos são: Anacé, Gavião, Jenipapo-Kanindé, Kalabaça, Kanindé, Kariri, Pitaguary, Potiguara, Tapeba, Tabajara,Tapuia-Kariri, Tremembé,Tubiba-Tapuia,Tupinambá e Karão.

Segundo a ONU, existem cerca de 370 milhões de indígenas em 90 países, o que representa em torno de 5% da população mundial. Trata-se de mais de 5 mil grupos diferentes que falam aproximadamente 7 mil línguas. No Brasil, de acordo com dados do Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, há 896,9 mil indígenas presentes em todos os estados brasileiros. São 305 etnias, que falam 274 línguas. Há ainda um grande número de povos isolados, não contabilizados pelo Censo. O Brasil tem a maior concentração de povos isolados conhecida no mundo.


VEJA O NOSSO BATE PAPO AQUI








segunda-feira, 7 de junho de 2021

ESQUEÇA O QUE VOCÊ APRENDEU SOBRE OS HOMENS DAS CAVERNAS

 


  • O desenho clássico da evolução humana mostra nossos antepassados em fila. Em uma ponta há um sujeito parecido com um chimpanzé. Na outra, os personagens vão ficando eretos e sem pelo, até chegar ao homem moderno: branco, alto, imponente. Graças a figuras como essa, nossas ideias sobre a Pré-História estão longe da realidade.

 




  • É que esse esquema linear, e um tanto racista, só mostra mudanças na biologia, sem nada dizer sobre a cultura e a conquista da natureza. Somos levados a pensar que só uma espécie habitou o planeta de cada vez e que o homem foi a figura central da evolução, cabendo à mulher um papel secundário. Elas estariam sempre à mercê do macho bruto, solitário e competitivo, que vivia nas cavernas e arrastava a companheira pelos cabelos.

 






  • A vida era muito mais rica do que nós, sapiens, imaginamos. Estudos mostram que o pessoal namorava, tocava instrumentos, trabalhava em conjunto e rezava à sua maneira. Como a Pré-História é imensa - vai dos primórdios até a invenção da escrita, há cerca de 5 mil anos -, a rotina mudou demais.

 

Primeiros passos

 


  • Lucy exibia um corpinho escultural para quem viveu há 3,2 milhões de anos: 1 metro de altura e ancas largas. Tinha braços longos, pernas curtas e barrigão, como um chimpanzé. Mas o joelho e a pelve indicam que ela andava sobre os dois pés. Tornar-se bípede foi talvez a primeira característica distintiva dos humanos. Por isso, quando cientistas encontraram os restos de Lucy na Etiópia, em 1974, eles tiveram certeza: era um ancestral hominídeo.

 

  • Lucy mostra como as adaptações na biologia repercutiram em nossa cultura desde cedo. Quando ela veio ao mundo, as florestas da Etiópia estavam encolhendo devido a mudanças climáticas. Os hominídeos, então, desceram das árvores atrás de alimento. E desenvolveram um novo jeito de andar, deixando as mãos livres. Não tinham garras nem dentes afiados. Sua vantagem era outra e essencial: o cérebro.

 

 


  • Para obter pistas sobre os hábitos de Lucy e de seus pares, os cientistas estudam primatas não-humanos. Orangotangos são solitários, gibões são monogâmicos, gorilas machos geralmente dominam haréns femininos e os chimpanzés vivem em comunidades promíscuas de machos e fêmeas. Como os chimpanzés são nossos primos mais próximos, é possível que a sociedade de Lucy fosse, digamos, bem "liberal".

 

  • Há 2,5 milhões de anos, nossos ancestrais já talhavam a pedra sílex (flintstone, em inglês) para obter ferramentas toscas usadas para quebrar ossos e nozes. Também saberiam usar plantas medicinais, já que os chimpanzés comem certas folhas para combater parasitas do intestino. Mas, diferentemente dos Flintstones, eles não comiam bifes de dinossauros (extintos muito antes), e sim ovos, frutas, carcaças abandonadas e até insetos.

 


  • O Homo erectus teria sido o primeiro a controlar o fogo, entre 1 milhão e 500 mil anos atrás. Conseguia acender chamas batendo o sílex contra um cristal de pirita e usava as fogueiras para se aquecer, afugentar animais, endurecer as pontas de lanças. Foi o início da conquista da natureza.


  • Desde os tempos de Lucy, a seleção natural prevaleceu e muitas espécies desapareceram. Há 200 mil anos, porém, os homens se tornaram anatomicamente parecidos conosco: Homo sapiens. Ficaram mais inteligentes e solidários. Com o crescimento do cérebro, as fêmeas sapiens precisaram comer mais proteínas para alimentar o feto. Já os machos podiam ter uma dieta mais simples.

 


  • Essa complementação teria feito surgir a noção de solidariedade própria da família. Os casais se tornaram mais estáveis e passaram a cuidar juntos dos filhos - que deixariam de ser meras crias.

 

  • A partir de 100 mil anos atrás, a adaptação se deu mais em função de modelos culturais, já que nossa biologia permaneceu praticamente inalterada. Naquela época, o homem realizou os primeiros enterros na caverna de Qafzeh, Israel, revelando ter autoconsciência. Além disso, objetos colocados ao lado dos corpos indicam a crença na vida após a morte.



  • Eles provavelmente viviam em grupos que compartilhavam costumes e laços familiares. Cada grupo seria formado por 20 ou 30 pessoas. Se fossem maiores, teriam problemas de abastecimento, e os muito pequenos dificilmente conseguiriam caçar e enfrentar ataques de animais. Não viviam muito. A maioria não passava dos 25 anos, mas alguns chegavam aos 60.

 

  • Havia intercâmbio entre os grupos: objetos similares foram encontrados em lugares distantes. Essa troca teria sido feita por aventureiros solitários ou por mais pessoas, até porque eles sempre se moviam em busca de recursos naturais. E, diferentemente do que muitos pensam, os humanos pré-históricos não costumavam viver em cavernas - identificadas com o sobrenatural. Eles moravam em cabanas feitas de peles, ossos e pedras.

 


  • Algumas cavernas, sim, eram habitadas, principalmente na Europa, mas sempre mais perto da superfície que do subterrâneo. A comida era assada em fogueiras ou cozida no que seria a primeira panela: um caldeirão feito de pele animal. Os homens aqueciam pedras na chama e as jogavam no caldeirão.

  • Em casos raros, eles poderiam se alimentar da própria espécie. Evidências indicam que essa prática ocorreu em várias épocas, fosse por fome, fosse para tentar adquirir o espírito do adversário. Na hora de se limpar, cutucavam os dentes com tocos de madeira e se banhavam nos rios. E para fazer as necessidades? Sem problema: eles eram poucos e a natureza... acolhedora.

 

Grande Salto Adiante

 


  • Esse é o nome que os cientistas dão a uma enorme transformação ocorrida entre 60 mil e 50 mil anos atrás. Viramos máquinas de inovação. Passamos a fabricar ferramentas mais precisas, caçamos de maneira mais eficiente, enfim, produzimos tecnologia a partir das ideias.


  • Essa mudança só foi possível graças ao desenvolvimento da linguagem. Os humanos construíram estruturas mais complexas de palavras e sintaxe e puderam transferir pensamentos de uma mente para outra de modo mais eficaz. Uma vantagem e tanto, que ajudou a moldar o comportamento moderno e motivou a humanidade a sair da África e se espalhar pelo mundo.

 

  • Há 30 mil anos, exploradores da Europa e da Ásia sobreviveram com a ajuda de uma inovação: os microlitos, peças cortantes feitas de pedra, de 1 ou 2 centímetros, que eram fixadas na ponta de estacas. Dotados de saliências e reentrâncias, os microlitos aumentaram o poder de penetração de lanças e arpões e a caça ficou mais produtiva.

 


  • Já os nômades que chegaram à Sibéria descobriram uma ótima fonte de energia: os mamutes. Usaram ossos e o couro dos paquidermes para fazer roupas e abrigos portáteis em meio ao frio de 40 graus negativos. Para isso, contaram com outra inovação, a agulha de costura.


  • A ideia de que nossos ancestrais andavam semidesnudos, com pele de animal colocada de qualquer jeito sobre o ombro, é tão falsa como a noção de que viviam nas cavernas. Na última glaciação [80 mil a 12 mil atrás] fazia mais frio do que agora. Eles costuravam roupas com pelos e tendões de animais. Também usavam gorros e calçados de couro.

 

  • Artistas esculpiam pedras com figuras femininas, as Vênus. Para muitos antropólogos, elas aludiam ao culto da fertilidade. 

 


  • Nossos antepassados combinavam a caça com a coleta de vegetais. Pesquisadores sustentam que aquela sociedade era mais igualitária que a atual. Em geral, os homens caçavam usando arco e flecha e lanças. Isso não quer dizer que mulheres e crianças não participassem. Os frutos coletados por elas chegavam a 70% da alimentação. De certa forma, a função delas era mais importante que a dos homens: muitas vezes eles voltavam da caça de mãos vazias. Portanto, eles eram na verdade coletores e caçadores.





  • Há indícios de que o trabalho tinha função lúdica, evitava a agressão e a dominação entre os membros do grupo. "Mesmo quem optasse por não caçar certo dia podia jantar a presa depois. Essa autonomia pode parecer radical hoje, mas os ajudou a sobreviver de forma relativamente pacífica durante milênios", diz Peter Gray, professor de Psicologia Evolutiva. Titular do Boston College, ele acredita que a violência entre esses grupos era muito menor que a do estado moderno.

 

Agricultura: avanço?

 


  • Encerrada a última era glacial, em cerca de 10 mil a.C., nossos antepassados deixaram a caça e a coleta para se dedicar ao cultivo de trigo, cevada e outros cereais. Afinal, eles contavam com um ambiente mais favorável, que os possibilitava o consumo de outros tipos de alimentos. O sedentarismo permitiu a construção de povoados maiores, com casas de barro, onde mais tarde foram domesticados os animais (inicialmente cachorros, ovelhas, cabras e porcos) e lançadas as bases do comércio.


  • Por volta de 4 mil a.C., surgiram as primeiras civilizações às margens dos rios Tigre, Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo. O domínio da metalurgia impulsionou outras mudanças, assim como a invenção da escrita, que encerra a Pré-História. Para a maioria dos pesquisadores, a agricultura trouxe o progresso.

 

  • No entanto, há quem a defina como trágica. "Foi o pior erro da espécie humana", afirma Jared Diamond. Segundo ele, os novos cultivos trouxeram males como superpopulação, desmatamento, guerras e as diferenças sociais. E a África, de onde surgimos, sofre com a fome causada pelo suposto progresso que vivemos hoje em dia.



Fontes:

Aventuras na História

A Pré-História: Uma Abordagem Ecológica, Antonio Roberto Guglielmo, Brasiliense, São Paulo, 2008

The Third Chimpanzee (O terceiro chimpanzé, sem edição brasileira), Jared Diamond, Harper, Nova York, 2002

sexta-feira, 23 de abril de 2021

ESTUDANTES UTILIZAM METODOLOGIAS ATIVAS NAS AULAS DE HISTÓRIA - PRODUÇÃO DE VÍDEOS

 

  • Como qualificar a interação com o estudante  por meio do vídeo? Como potencializar a comunicação? 
  • Como gerar uma experiência significativa ? 
  • Quais recursos otimizam a participação ativa do estudante nas aulas? 
  • O vídeo based learning - VBL trata-se de uma metodologia que pretende promover o aprendizado ativo e imersivo do estudante tendo como recurso principal o vídeo!  
  • Para você conhecer um pouco mais sobre a aplicação desta metodologia, convidamos a leitura e a assistir aos vídeos produzidos pelos estudantes do Ensino Fundamental II do Colégio Patronato Padre Luiz Barbosa Moreira (Fortaleza - Ce), nas disciplina de História.

  • Você já percebeu o quanto um vídeo é capaz de chamar a atenção das pessoas? E que essa capacidade pode tornar a aprendizagem bem mais significativa aos estudantes?

  • O uso da mídia como metodologia educacional tem até nome: Video Based Learning (VBL).

  • “O VBL se concentra em produzir práticas que modifiquem a passividade dos vídeos tradicionais para outros com alta dose de interação”, resume Thuinie Daros, head de cursos híbridos e metodologias ativas da Unicesumar e co-fundadora da Téssera Educação. 
  • “A metodologia qualifica a interação com os estudantes, é de fácil acesso, intuitiva e pode ser combinada com outras práticas.”

 


  • Como recurso pedagógico, portanto, os vídeos são produzidos em um formato que estimula a interação por meio textos e animações com infográficos, cenários e esclarecimentos de conceitos por meio do storytelling, embora outras narrativas visuais e textuais também possam ser adotadas.

  • A metodologia ganhou projeção, claro, devido à maior acessibilidade aos dispositivos móveis e novas tecnologias, além do crescimento do microlearning – que, como o nome sugere, são pequenas doses de conhecimento transmitidas de forma objetiva e direta durante um curto espaço de tempo.

  • Considerado uma metodologia ativa, o Video Based Learning foi bastante utilizado durante o período de isolamento social necessário para atenuar a crise provocada pela pandemia.

 

OBSERVAÇÕES SOBRE OS VÍDEOS PRODUZIDOS PELOS ESTUDANTES: 

  • A maioria usou CELULAR para produzir os vídeos. (Smarthphones)
  • Alguns usaram apenas a câmera do celular e gravaram da forma tradicional. 
  • Outros utilizaram aplicativos com tela de fundo e efeitos sonoros e visuais ao longo do vídeo. 
  • Alguns usaram legendas. 
  • Os familiares participaram ativamente na produção dos vídeos.
  • Foram utilizados vários APLICATIVOS para formatação e criação dos vídeos.
  • Uma estudante baixou seu vídeo no Youtube e enviou o link 
  • As temáticas são baseadas nos assuntos estudados na disciplina de História.  
  • Os estudantes das turmas de 6º ano foram os que mais se interessaram em gravar os vídeos. 
  • Os estudantes demonstraram , em sua maioria , desenvoltura em suas apresentações. 
  • Estudantes mais tímidos, preferiram não aparecer nos vídeos , utilizando apenas a voz e imagens. 
  • Alguns estudantes não conseguiram enviar a atividade digital por falta de conectividade com a internet e ou falta de equipamento adequado, ou mesmo , por desconhecimento de como fazer .
  • A maior parte dos estudantes , demonstrou segurança sobre o conteúdo apresentado. 
  • Alguns estudantes se sentiram estimulados a produzir seus vídeos após verem as produções dos colegas. 
  • Houve a partilha de conhecimento tecnológico / digital entre os estudantes. Os que mais sabiam usar as ferramentas digitais trocaram informações com os que tinham menos habilidade. 
  • Estudantes que não entregavam as atividades tradicionais, se sentiram estimulados a fazerem a produção áudio visual. 
  • Os vídeos foram enviados para o Google Sala de Aula

SEGUEM OS VÍDEOS

MARIA ESTER - 7B - 
SOBRE O CONCEITO DE TEMPO



NATAN - 9 ANO - ILUMINISMO E 
VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL


KAUAN SERPA - 8 ANO - 
POVOS PRÉ COLOMBIANOS



LORENA SERPA - 7B


MARINA SENA  - 7B



EDUARDO ONOFRE  - 6B - 
POVOS AFRICANOS


ANA CECÍLIA - 6A


ANTONIO KAUAN- 6A


ANA CECÍLIA - 6A


KAUAN E ISAAC - 6A


SABRINA - 6A


ANA SOPHIA  - 6B


EDUARDO ONOFRE - 6B - 
SOBRE PANDEMIA 



PARABÉNS A TODOS OS ESTUDANTES PELO BELÍSSIMO TRABALHO!





domingo, 18 de abril de 2021

ESTUDANTES CRIAM MEMES NA AULA DE HISTÓRIA


 

A palavra meme vem do grego, mimesis, que significa repetição. O termo foi utilizado pela primeira vez muito antes das mídias sociais entrarem nas nossas vidas. O zoólogo Richard Dawkins foi o primeiro a utilizá-lo, em 1976, em seu livro “O gene egoísta”

Nesse contexto, o meme era o nome da unidade de replicação presente em nossos genes, o que seria o responsável pela transmissão de conteúdo de uma cultura.

Os memes estão muito presentes no cotidiano dos estudantes e por esse motivo resolvi fazer uma atividade com as turmas de 8º e 9º ano do Colégio Patronato Padre Luiz Barbosa Moreira ( Fortaleza- Ce) para que eles elaborassem memes que tivessem relação com os assuntos estudados naquele momento nas aulas de História.

Os memes que os estudantes elaboraram são sobre a Primeira Guerra Mundial (9º ano) e sobre Iluminismo (8º ano). 

E você, caro leitor deste blog, já deve ter ouvido falar ou visto memes que nem conhecia saindo no meio de conversas, respostas, desenhos e outras formas de comunicação. Isso quer dizer que eles estão muito presentes na vida dos alunos.

 

METODOLOGIAS ATIVAS



As metodologias ativas apoiam o uso de tecnologia em sala de aula. E com relação aos memes, existe um fato curioso, a maioria deles foi criada por estudantes. Criar memes, compartilhá-los e ver a repercussão é uma das atividades mais divertidas para crianças e adolescentes nas mídias sociais. É interessante que professores incentivem os estudantes a fazer memes e compartilhá-los nas redes sociais pois isso leva a um envolvimento com o assunto que estão aprendendo naquele momento.

 

COMO OS MEMES PODEM AJUDAR NO APRENDIZADO?

  • Memes incentivam a análise, além disso são engraçados por diferentes motivos, e descobrir que motivos são esses pode ser uma maneira interessante de aprender diferentes conceitos. Ironia, sarcasmo, ambiguidade, implícitos, referências são maneiras de construir o humor de um meme.  Ao incentivar os alunos a criarem os próprios memes, o professor incentiva o uso de editores de imagem, vídeo e som, além das mídias sociais.
  •  Uma boa dica é  criar uma página em uma rede social para a turma, onde todos podem postar, compartilhar e comentar nos memes criados pelos colegas.
  • Mídias sociais e suas diversas formas de comunicação são ferramentas interessantes e divertidas para serem utilizadas em sala de aula. Com elas, você aprende a falar a língua dos jovens e dá espaço para que eles aprendam a partir das próprias experiências.

 

SOBRE A MINHA EXPERIÊNCIA – 

OBSERVAÇÕES

·         

  • Os alunos das turmas de 8º e 9º ano encaminharam toda a sua produção de memes para a plataforma  Google Sala de aula.
  • Grande parte dos alunos desenvolveu os memes utilizando imagens da internet e com essas imagens legendaram com a temática do assunto estudado.
  • Alguns alunos fizeram os memes de próprio punho, fotografaram e enviaram . (não foram postados aqui porque as imagens não ficaram muito nítidas)
  • A maioria dos alunos usou celular pra elaborar e enviar os memes para a plataforma .
  • Alguns alunos que desenharam os memes e fotografaram explicaram que assim o fizeram pois estavam com o notebook com defeito.
  • Alguns raros alunos enviaram memes copiados da internet. ( não foram postados aqui)
  • Os memes postados aqui são somente os originais criados pelos alunos.
  • Grande parte dos alunos se sentiu motivado a fazer a atividade com memes.
  • Em determinado momento , propus a turma do 9º ano que analisassem memes pré-prontos e escrevessem textos explicando qual a mensagem que o meme em questão lhes transmitia.
  • Diante de minha experiência , indico aos colegas docentes que utilizem memes em suas práticas pedagógicas. 
  • ( Qualquer dúvida, sugestão ou elogios,  é só comentar aqui na postagem)

 


SEGUEM AS PRODUÇÕES DOS MEMES DOS ESTUDANTES



TEMÁTICAS:

9º ANO  - Primeira Guerra Mundial

8º ANO - Iluminismo


MARIA EDUARDA 9º ANO


FRANCISCO 9º ANO




LUIZ EDUARDO  - 9º ANO

ISABEL - 9º ANO

GABRIEL  - 9º ANO

NATAN -  9º ANO





ADRIELLY - 9 ANO



CAMILA  - 9 ANO



JOÃO LEITE - 9 ANO



LUIZ GUSTAVO - 9 ANO





JOSÉ RUBENS  - 9 ANO



CARLOS EDUARDO - 9 ANO



GUILHERME  - 9 ANO



DIOGO - 9 ANO



MARIA VITÓRIA - 9 ANO



ISABELLY - 9 ANO



ARTHUR  - 9 ANO



FRED - 8 ANO



KAUAN SERPA - 8 ANO



MARIA LIS - 8 ANO



CAROL RODRIGUES  - 8 ANO



JALISON - 8 ANO



PEDRO DANIEL - 8 ANO



EMILLY - 8 ANO



VIVIAM - 8 ANO



MARIA CLARA  - 8 ANO



FRANCISCO - 8 ANO



KAIQUE - 8 ANO



LUCAS  - 8 ANO



ISABELLA CARTAXO - 8 ANO



DAVI CAMPOS - PARTE 1  - 8 ANO 



DAVI CAMPOS - PARTE 2 - 8 ANO



OLIVER - 8 ANO



ANA CECÍLIA - 8 ANO



Estou muito orgulhosa de todos os estudantes das turmas do 8º e 9º ano do Colégio Patronato Padre Luiz Barbosa Moreira pelo belíssimo trabalho de pesquisa e elaboração de conteúdo através de memes.